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Wednesday, March 5th, 2008Hoje fomos registar a Rita ao Consulado Português. Fica ao lado do Consulado Turco, que está com segurança reforçada e tinha uma fila de pessoas na rua. A comunidade turca aqui é enorme.
Apesar da varanda até ter uma bandeira Portuguesa, não foi óbvio encontrá-lo. No rés do chão e loja, um bazar turco. Quinquilharia, fotocópias, fotos, enfim. Afixado na porta principal, um dístico em turco (!). Mas isto não é o Consulado Português? Damos a volta à esquina para confirmar que não há outra. Vamos lá, a porta em turco é a certa. No átrio do edifício, indicações para o Consulado no primeiro andar, em turco (?!).
Campaínha. Vem uma senhora. A senhora afinal está à espera de ser atendida. O balcão de atendimento improvisado, 30 cm atrás de uma porta, bloqueia a passagem para a outra sala. Inscrição consular nossa e da Rita, documentos, dez minutos de espera, tudo certo, assina-se. Agora para o andar de cima, para registar o nascimento da Rita. Gabinete pequeno, velho, máquina de escrever eléctrica com uns 20 anos a um canto, secretária atulhada de livros de assentos com vários anos. A régua é uma fita métrica do IKEA colada na ombreira da porta. Faz-se o registo, assina-se, tudo pronto.
E BI? Para viajar com a Rita? Bom, isso agora demora dois meses. Como? O registo vai de Frankfurt para Lisboa para o Registo Civil, para ser inscrito no registo central. Depois, Lisboa manda a confirmação de volta para Frankfurt. A seguir, pede-se uma Certidão de Nascimento. Finalmente, pode pedir-se o BI. Muito simples.
Pelo menos as senhoras foram simpáticas e até nem demorou nada. Mas também foi só copiar os nossos dados para o computador e carregar no print. Porque raio é que também não têm um botão para mandar os dados para Lisboa?
Ver também aqui um exemplo do que há de mais avançado em web design.